quinta-feira, 17 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pais e filhos


Eu tenho dentro de mim que filhos são os bens mais preciosos que alguém pode ter ao longo da vida. Ser mãe é inexplicável. Nós mulheres, somos como um portal para o mundo, o elo de ligação do espírito com a carne, condutoras da passagem para a vida. Não há ser humano no mundo que tenha chegado aqui por outras vias, temos esse dom natural e divino em nosso corpo, a natureza da mulher é gerar, dar vida e criar. Nisso nós ganhamos deles... mas para contrabalancear vemos no papel do homem para a criação de uma criança uma importância extrema. Essa história de que “mãe é mãe” é verdade, mas também é certo que “pai é pai”. Sorte dos homens que entendem o quanto é fundamental sua presença, como é grande sua importância e o quanto é forte sua ligação com seus filhos.
Vejo na atualidade uma nova geração de pais, mais amorosos, mais ligados, mais conscientes, é importante enxergar as mudanças, a evolução da humanidade, as crianças de hoje não são as mesmas que as de 15 ou 20 anos atrás. Tudo muda o tempo todo e não é fácil acompanhar, principalmente porque crianças não vêm com manual de instruções e a responsabilidade pela criação deles é toda nossa.
Trazer uma criança ao mundo é lindo mas cuidar, educar, transmitir a ela valores, conduzir na criação de seu caráter, transforma-lo em um ser forte e digno, é tarefa complexa. Como pais, somos referência, somos base, somos ponto de apoio, fonte de sabedoria e inspiração.
O pai e a mãe são o primeiro contato com o mundo, o aconchego, a proteção e a fortaleza. Com tanta novidade, tanta coisa pra explorar e se descobrir, nossos pais fazem o papel de condutores, assistindo, auxiliando e protegendo a cada passo, a cada mudança. Enquanto somos criança nem entendemos o que eles são pra nós, é tanta coisa nova pra se ver e se sentir que à nós, basta saber que eles estão ali do nosso lado, nos fazendo sentir mais seguros pra prosseguir. Conforme o tempo passa até os deixamos um pouco de lado porque afinal, já sabemos andar, falar, nos virar sozinhos, mal precisamos deles... claro, contanto que estejam sempre ali. Então a gente cresce, conhece o mundo, bate cabeça, chora, aprende, e aos poucos vamos entendendo como cada ensinamento impregnado dentro da gente, faz de nós aquilo que somos de verdade.
Então um dia a mágica da multiplicação acontece, nos vemos responsáveis pela vinda de outro ser ao mundo, ele chega tão frágil, tão pequeno e dependente. Educar, criar, assistir, proteger, acolher, amar, tudo aquilo que um dia alguém foi para você e que agora você será para outro alguém... E nesse momento que a gente entende o real significado de ser pai e ser mãe, é que a gente vê o que os nossos foram pra gente. A dedicação e o amor incondicional, o dom de se doar sem reciprocidade, e toda a felicidade que é receber a benção da maternidade.
E ainda não sei, porque ainda não cheguei lá, mas acho que ao ver nossos filhos virando pais e nos dando netos, ver que cresceram e se tornaram pessoas de bem, pais de família responsáveis, é que sentiremos a sensação de dever cumprido. Creio que o que todos nós, pais e filhos, queremos é chegar no final e ver que mesmo entre erros e acertos, entre broncas e carinhos, entre provações e cuidados, tudo valeu a pena, tudo...
Mesmo sem saber qual o rumo que nossa vida pode tomar, uma criança sempre é uma benção, é renovação, é vida, e o amor é o único caminho.
Viva os nossos pais, e viva os nossos filhos!