quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Mais uma dose de vida, por favor!


De todas coisas que se passam dentro de mim, tenho tentado filtrar apenas as que me fazem bem.
Guardar a sensação da brisa no rosto, do sorriso recebido e da boa notícia.
A tormenta já não cabe em mim. A culpa eu tenho amassado e jogado fora.
O medo já me impediu de tantas coisas que eu prefiro guarda-lo no armário, junto com os vestidos de festas. Eles só servem para serem usados de vez em quando. A vida exige mais versatilidade perante a rotina, e por isso não me prendo a saltos e receios. 
Estou aberta ao que há de vir.
Na bagunça da minha mesa estão empilhados papéis em branco, desenhos pela metade, promessas de trabalhos e projetos largados. E não tenho mais a atenção que eu deveria. Mas mesmo assim, tenho me sentido bem.
Sei que preciso organizar minha mesa e minha mente, mas por enquanto isso pode esperar. Só mais um gole e isso fica pra depois.
Eu tenho amanhã, eu tenho o final de semana, eu tenho a segunda e eu tenho as férias.
E você, ansiedade, hoje não vai me pegar! Vou correr dos teus abraços, porque você não sabe o que faz comigo. Você me tira do chão, me cega e me sufoca. Hoje não. Hoje eu não te quero.
Hoje quero a esperança, quero a liberdade, quero a alegria, mesmo que esteja só de passagem.
Não preciso explodir de felicidade, quero apenas continuar bem. E acreditar no bem.
De tudo que tenho passado, eu fico com o aprendizado. E nessa eu me recrio, tiro onda e renasço.
Que venha um novo caminho, uma nova vida, em uma nova forma de ver as coisas.
Pois isso é tudo que eu preciso.
Alma lavada, cheirando a banho, perfume suave de primavera e um toque de frescor...

Mais uma dose de vida, por favor!



terça-feira, 22 de setembro de 2015

R.I.P. my heart!

Está tudo perfeito.
As flores, o ambiente perfumado, as lágrimas no rosto e o nó na garganta.
- Por que tentamos enfeitar a morte?
- Pra que ela seja mais branda, pra que ela não doa tanto... e também porque onde há beleza se tem a sensação de coisa boa.
- Mas a morte é boa?
- Talvez seja, as vezes é... quando a dor é maior que tudo, quando o mal já tomou conta, a morte pode ser a solução.
- Mas dói, não é mesmo?
- Sim, nos despedir é dolorido, desapegar é dolorido, mas é necessário.
- Mas, do que exatamente estamos nos despedindo?
- De um coração machucado, que precisa morrer pra renascer forte.
- Então não acaba aqui?

- Nunca acaba. A morte é só uma passagem. 

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sobre ser adulto


Eu sempre fui madura demais pra minha idade. Pelo menos é o que me falavam e eu acreditava. 
Eu sempre tinha alguma coisa enfática a dizer sobre os assuntos, sempre fui “alguém de opinião”, como se dizia. Mas confesso que demorei muito tempo pra entender o que é ser adulta de verdade. E adquirir a consciência necessária a respeito de algumas coisas, me mostra que devo estar no caminho certo.
Amadurecer, tem mais a ver com aceitação e com o aprendizado do que com sabedoria adquirida. Aceitação, porque não se pode brigar com o tempo. Ele vai passar e vai mudar tudo a sua volta. Você deixará de ser filho para ser pai ou mãe, ou pelo menos para ser capaz de gerir sua própria vida.
Entender que você é uma célula dentro de um contexto, e que ser útil nesse contexto, o ajuda a fazer as coisas funcionarem bem, é um bom começo. Você mora numa casa com sua família, você é parte integrante de um time, onde não há empregados que te servem e sim pessoas que contribuem umas com as outras a todo tempo. Lavar uma louça ou passar um pano no chão pelo simples fato de “tem que ser feito”, “você faz parte disso tudo” e “não custa nada ajudar”, é o primeiro passo. Ajudar não é castigo. Realizar tarefas sem ser pressionado e sem se sentir mal, é um sinal de maturidade.
Realizar tarefas pra você é um peso? Entenda que você ainda se comporta de forma infantil e mimada. A cooperação é uma das coisas mais importantes a serem colocadas em prática. E isso não é só dentro da sua casa, você começa a praticar em casa, mas terá seu papel na sociedade. Dentro de casa você pode parar de pensar “no que as pessoas podem fazer por você” e passar a pensar “no que você pode fazer por elas”. Sua família certamente faria tudo por você, mas não seja egoísta, as relações são trocas, e chegará o tempo que você terá de fazer sua parte. 
Adultos assumem seu lar, sabem que pessoas vão depender deles. Se você não estiver preparado para isso, colocará tudo a perder. Quantas pessoas destroem casamentos por não estarem preparadas para dividir obrigações e tarefas diárias. O que custa ajudar seu parceiro, sua mãe ou até seus empregados? Seja útil.
E seja útil em todos os contextos. O mundo parece muito injusto àqueles que não têm muito a oferecer. Se empenhe, se desenvolva, seja bom em alguma coisa, e ofereça seu melhor. 
O mundo também é sua casa, pare de perguntar o que ele pode fazer por você e se pergunte: o que você pode fazer pelo mundo? O que você pode dar? Qual a sua utilidade?

Crescer, também é entender que "só pedir, não vale"! Você tem que realizar também. 
Conquiste suas bênçãos.
  

terça-feira, 2 de junho de 2015

Talvez fosse o caminho certo!


Se perguntar de mim eu não sei, fiquei por ai numa esquina qualquer entregue aos pensamentos tolos e confusos. Pode ser que meu corpo caminhe, mas minha alma solta se perde sem por quê e sem razão de ser. Quanta coisa pra entender, quanto acaso para sucumbir, talvez no anexo do dia eu me encontre sem reflexões, apenas sendo eu em sono e sonho. Eu sei, não faz sentido, mas sem sentido parece que fica mais nítido, e sempre que tento apertar os olhos pra enxergar eu não vejo mais. Sem explicações, sem verdades, sem nuances. E não é que o mundo continua girando?! Não é pra ter você, não é pra te perder, não é pra te engolir, nem é pra te querer... Eu já não sei mais onde fica o tal caminho certo, se alguém escreveu meus passos me deixa ler antes de eu continuar, porque tenho a impressão que se eu cair, daqui não levanto mais.
E se tudo acabasse agora?! Que memórias teríamos de nós?! E se o tempo não fosse tão curto? E se essa casa não estivesse tão fria? E se a canção fosse mais longa? E se o propósito fosse outro? E se amor fosse o que fosse...  Talvez seria eterno. Talvez nem existisse. Talvez fosse mar, e levasse consigo as impurezas. Talvez fosse terra e sujaria o tapete da sua sala. Talvez fosse talvez!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Destrutivos



Como seres tão frágeis e tolos podem ser tão destrutivos?
O ser humano tem uma capacidade incrível de acabar com tudo que lhe cerca. Cultiva ódios desenfreados, intolerâncias inexplicáveis e uma propensão louca ao confronto, a guerra. Porque brigar parece melhor do que fazer amor. A agressão é mais propícia do que o carinho. O grito chama mais atenção do que o entendimento.
Quando somos crianças sentimos muita raiva em diversas situações, o que me faz crer que certos sentimentos não são exatamente ruins ou bons, são inerentes ao ser humano. E por existirem dentro de nós, devem ser trabalhados com o passar dos anos.
Faz parte do amadurecimento aprender a lidar com sentimentos negativos. Por isso que não entendo como muitos podem bater no peito e gritar: - Eu sou homem! – tendo atitudes tão infantis quanto hostilizar ou repreender semelhantes por seus comportamentos ou o que quer que seja.
O machista repressor, de uma forma geral, se comporta como uma criança que não gosta de ser contrariada e não aceita nada novo. Preso num mundinho medíocre com paredes altíssimas que não lhe permitem enxergar o mundo como um todo. E nesse mundinho pequeno, vive se inflando com sua desordem emocional. Quando se dá conta, já não cabe em si de tão inchado, por isso explode seus medos e suas projeções em cima dos outros.
Quem abre a mente, cresce.
Quem se sensibiliza com o próximo, cresce.
Quem consegue passar por cima da própria negatividade e se abrir para o novo, expande seu mundo e vive muito melhor.
Antes de esbravejar e cuspir ódio na cara dos outros, pare, pense e se auto avalie. O que você ganha com isso?
Se não for para te fazer uma pessoa melhor, não remoa, não pense, não se preocupe, principalmente, se não lhe diz respeito.
Agindo com esse desprendimento e aprendendo a respeitar seu semelhante, você começará a se tornar uma pessoa mais madura.
E essa maturidade irá te trazer a paz!

Busque a paz e a terá!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Onde estão as oportunidades?


É até clichê dizer, mas temos um mundo de oportunidades a nossa frente. 
Mas como identifica-las, como enxerga-las, como utiliza-las? 
Não me pergunte, faço esse texto apenas pra dizer que tenho as mesmas dúvidas que você.
É muito fácil ver a situação dos outros e dizer: - “Mas se eu tivesse o que ele tem, eu estaria muito melhor” ou “nessas condições eu já teria feito isso ou aquilo e estaria super bem”. 
Mas por que raios é tão difícil enxergar as possibilidades no seu próprio caminho?
O que é que te impede de progredir? Muito medo, pouca criatividade?
Ah, mas falta emprego. Bem, tem gente inventando trabalho e dando certo.
Ah, mas o governo não ajuda. Ok estamos em crise, mas isso não impede uma boa parcela da população de arrotar caviar na sua cara.
Ah, mas falta homem. Falta, mas provavelmente você já foi no casamento de todas as suas amigas da época de escola né?!
Ah, mas falta... falta tudo.
Oh! Bem-vindo ao mundo 8/80 em que vivemos. 
Uns tem tudo, outros não tem nada. E quem tem pouco é que paga as contas.
E ai o que você quer, você não tem. E por que todo mundo tem e você não consegue? Por que só com você?
Bem, se te serve de consolo, não é só com você. E se suas frustrações te trazem algum tipo de depressão procure grupos de ajuda.
Agora se você está totalmente disposto a mudar e conseguir tudo o que almeja, se você é do grupo “eu quero mas não sei como”, parabéns, junte-se a mim.
Algumas coisas eu começo a enxergar. Parecem bem óbvias, mas nem sempre nos damos conta:

Ninguém consegue mudar fazendo as mesmas coisas. Não se faz revolução com os mesmos governantes. Não existe forma de prosperar no mesmo emprego que você está a mais de dez anos. Não há como conseguir altos cargos sem estudo e especializações. Ninguém conhece gente nova no sofá da própria sala. Estagnação não traz mudanças. Transforme-se.

Quem não arrisca, não petisca. Sua avó já falava isso. Mas os antigos eram mais cautelosos. Não estou falando pra você pedir demissão e investir o pouco que tem numa loja bugigangas que você goste. Pode até ser legal, mas pode ser um tiro no pé. Não aconselho ninguém a pular de um penhasco, mas com o equipamento certo, pode até ser uma gostosa brincadeira. A diferença entre se matar e praticar um esporte está nos equipamentos que você usa. Por isso avalie o que você pode fazer, o que você tem nas mãos, planeje e se jogue.

Vá até o final. Essa é a frase chave pra mim e acredito que para um monte de gente. Quantas vezes você vê o cara planejando, investindo, e na primeira tentativa frustrada, já pulando fora? Não, assim não dá amigo. Começou, vai em frente, não desiste. Persista.

Amplie sua visão, só assim terá boas ideias. Quando tudo começa a dar errado tendemos a nos encolher. Diminuímos nossos gastos, nossa vida social, nossos investimentos, e vamos nos escondendo no pouco que temos até não termos mais nada. Nessas horas o que mais queremos é ter aquela ideia que nos tire do buraco. Aquele “plin” mágico que nos faça reerguer das cinzas. Mas dificilmente isso acontece, sabe por que? Porque nós diminuímos nosso mundo e boas ideias não nascem de mundos vazios. É preciso ampliar horizontes, passar por outras experiências, conhecer novas pessoas. Se ficamos limitados, as oportunidades se limitam também. É de novos contatos que nascem grandes alianças, de novos lugares que nascem grandes esperanças de novas experiências que nascem grandes ideias.

Bela teoria até agora, mas, e a prática? E a chave da mudança? Como fazer algo bom acontecer na sua vida?
Bem, eu avisei logo de cara que não sei, mas pensando nisso tudo entendo que a mudança maior começa realmente de dentro da gente. E ela é singular, não tem receita, vai acontecer de formas diferentes para cada um.  
O pensamento tem força, se ele não te ajudar ele vai é te afundar. Então a chave é manter o controle de si próprio.
E pra quem está desesperado, veja, existem três coisas que não podem faltar na sua vida:
Fé, esperança e força.
A fé porque só acreditando é que se alcança.
A esperança porque sem sonhos o homem morre.
E força pra aguentar e continuar a luta.


PS. Nunca deixe de lutar!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Liberdade ou Respeito?



As mortes na França não são explicáveis ou aceitáveis. Foi um ato terrível. Mas temos que repensar alguns valores que temos dentro de nós. 
Talvez a palavra de ordem não seja “liberdade” e sim “respeito”.  

Charlei Hebdo me fez pensar. Alguns textos na internet também me fizeram. Até o Rafinha Bastos me fez pensar também. Existe uma bandeira da liberdade de expressão sendo levantada, e que eu apoio muito. Mas é impossível se falar em liberdade sem se perguntar: “Até onde vai a minha liberdade”?

Eu me questiono sim porque sempre acreditei que minha liberdade termina onde começa a do outro. Até que ponto a “piada” é uma boa desculpa para humilhar? É totalmente ofensivo falar de negros como “macacos”. Mas se for num contexto humorístico, tudo bem? Isso está certo?
Somos de uma geração em que era normal fazer piada de tudo. O negro, o gordo, o feio, o crente, o estranho. Nossa infância foi marcada por rótulos e apelidos que na maioria das vezes não agradavam. Mas aprendemos a conviver e também a revidar. Por isso, é tão difícil para essa mesma geração começar a enxergar tudo isso como uma “falta de respeito”. Então, o que vemos se difundir é o discurso do “politicamente correto”, “na minha época não era assim e ainda estamos vivos”... Confesso que tenho um pouco de medo de me entregar a esse pensamento e não acompanhar a evolução das relações humanas. Afinal, há de se esperar que conforme o tempo passe as coisas melhorem. Temos que nos tratar melhor, o ser humano há de ser mais tolerante, há de amar mais e se livrar de discursos de ódio. E o ódio cresce sorrateiro em baixo de brincadeiras inofensivas. A brincadeira que menospreza uma raça, um credo, ou um estereótipo é nociva sim, porque marca, ofende, humilha.

Por isso chego à conclusão que tão importante quanto a liberdade, é o bom senso. Aceitar as pessoas como elas são, sem querer lhes empurrar suas próprias convicções é essencial para se conviver em sociedade. A sua liberdade esbarra na liberdade das outras pessoas. Como você quer levantar a bandeira da liberdade de expressão se você ri das convicções alheias? Se você tira sarro de quem é diferente? Quando você menospreza ideias ou até a aparência de uma pessoa, você está praticando uma forma de “censura”.  Então de que lado você está? Respeito é o ato de aceitar que cada um é livre para ser e pensar da forma que quiser. Então, só é livre sem ser hipócrita aquele que sabe respeitar.
Temos que aprender a respeitar a diversidade desse mundo. São tantas crenças e raças que nos diferem. Você não é melhor porque lê a bíblia, ou mais inteligente porque não acredita em nada, nem mais interessante porque se posiciona a respeito de tudo. Respeite, tolere, aceite.
Se nós, com toda nossa “cultura” ainda não aprendemos a ser tolerantes, imagina esse povo?! O resto do mundo vive invadindo os países islâmicos e trazendo guerra, fermentando o ódio. O que esperar de um povo que nasce em meio a tanques e bombas, que veem desde muito cedo seus amigos e parentes morrendo? Para eles, 12, 20 ou 100 pessoas na França não faz diferença. Eles não têm sua criação, eles não tem os seus valores. E comparados à você, eles parecem loucos. Talvez até sejam. Mas a pior coisa que pode acontecer nesse momento é essa onda xenófoba que está se instalando. Mais ódio, mais guerra, mais mortes. É um ciclo eterno. Um querendo provar que é mais forte que outro. Nações que querem mostrar seu poder. Nenhuma vida vale nada nesse jogo.
Hitler quis exterminar toda uma raça. Então preste muita atenção ao seu próprio discurso quando fala em “acabar com esse povo”, por que a ideia é a mesma.

Somos todos seres humanos e devemos nos respeitar. Simples assim! Esse é o único caminho para a paz. Dar pra receber!