quinta-feira, 25 de novembro de 2010

iiiiii, esqueci....


A dispersão talvez seja meu maior problema, eu pasmo, desligo, vôo longe. Pra mim é um desafio não esquecer nada, para lembrar de uma coisa é quase que automático esquecer outra. Se isso me atrapalha? Eu diria que somente uns 98% da minha vida. Mesmo quando não fui eu que esqueci, todos olham pra mim como se fosse, eu pago pela minha reputação, e sou muito cobrada por isso. Eu penso demais, minha cabeça fervilha, penso em mil coisas ao mesmo tempo, por isso é tão fácil sumir coisas corriqueiras da minha lembrança. Não sei muito bem ainda como lidar com isso, apesar de tentar melhorar sempre (nem sempre consigo). O pior é agüentar os olhares de decepção, no maior estilo “tinha que ser ela novamente”, ou o clássico “não dá pra confiar, ela esquece”, e olha que eu já fui bem pior, e conheço gente pior do que eu, não sei o que acontece que as atenções se voltam pra mim como “você é o pior ser vivo da terra” toda vez que esqueço meu celular... Gente, é só um celular... e é meu, poxa!
Meu marido é o mais afetado, ele é como um cliente insatisfeito que comprou um aparelho quebrado e não consegue a troca:
- Moça, você não entendeu. Essa esposa veio sem memória.
 - Na etiqueta estava escrito que não tinha devolução senhor. E já passou muito tempo, modelo antigo falha mesmo...
- Mas não tem nenhuma peça de reposição, nenhum kit para melhorar o desempenho?
 - Sinto muito, senhor, esse modelo deu muito problema, nem fabrica mais, só jogando fora e comprando uma nova.
-????
O jeito é voltar pra casa e tentar usar desse jeito mesmo!
De tanto insistir ele começou a se “poluir” com meu jeito “eu mesma” de ser. Começou a esquecer as coisas... (ain) Mas claro que a culpa continua sendo sempre minha... (Amor... bjuuuuu)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cazuza - Quase um segundo

Só porque essa é perfeita, e combina muito comigo:

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Diferenças

O mundo mudou. Na época do uga buga não devia haver muito diálogo entre as pessoas, hoje que temos essa possibilidade, gastamos nossa saliva falando demais. Quem sabe um dia o homem evoluirá, a ponto de saber que “ouvir” muitas vezes basta. É interessante ver como algumas pessoas passam a vida em eternos “monólogos”, tentando explicar para os outros o porquê de sua infelicidade. Não sabem ouvir. É como aquele cara acomodado que quer fazer a sala girar ao seu redor, ao invés de girar sua poltrona para ter um melhor ângulo da sua TV.
Eu não tento adequar o mundo às minhas vontades. Talvez eu esteja errada, uma vez li um texto que, resumidamente, dizia que os grandes revolucionários foram pessoas que não se adequavam aos padrões, e queriam o mundo do jeito deles. Tudo bem, são eles que mudam o mundo, mas pessoas como eu, estão aqui para manter o equilíbrio. Nunca tentei mudar ninguém, acho um abuso, quase um estupro, eu querer ditar regras pra vida de outra pessoa, salvo meus filhos, que são de minha completa responsabilidade, e chegará o tempo que nem pra eles eu vou poder impor mais nada. Somos todos diferentes, um mix de personalidades e essências que se diferem e se completam, e isso é tão legal. Tem o calmo, tem o explosivo, tem o quieto, tem o comunicativo, o alto e o baixo, o feio e o bonito, todo mundo se mistura e assim conseguimos balancear. Ai de nós se fôssemos todos iguais, não haveria espaço para tantos bicudos, faltaria o encaixe. Por isso que eu não só respeito as diferenças, como adoro elas. Imagina um mundo só de artistas? Não haveria platéia. Cada um de nós tem uma forma e assim montamos o quebra cabeça das relações humanas, nos encaixando em pessoas que nem sempre tem muito a ver com a gente, mas que, de uma forma ou de outra nos completam. Não existe a pessoa que nunca vai te tirar do sério, aquela perfeita pra você, dócil, ótima cozinheira, trabalhadora, honesta, bunda grande, cintura fina e boa de cama, sempre tem que ter um defeitinho... ou vários. Não se projete nos outros, desse jeito você nunca será feliz. Uma amiga me dizia que temos de casar com pessoas que conseguimos aceitar seus defeitos, porque conviver com qualidade todo mundo convive, o problema são os defeitos, se você os aceita, não terá grandes problemas. Saiba escolher, aprenda a aceitar, e aprenda de uma vez por todas a viver em paz.