Há muito tempo atrás fiz um curso em que o palestrante, em uma certa hora, levantava o questionamento se nós nos conhecíamos de verdade. Em situações extremas a gente não sabe como vai reagir, do que somos capazes, por isso não nos conhecemos por inteiro. Sempre que ouço alguém dizendo: você não me conhece! Lembro das palavras do palestrante: se não conhecemos nem a nós mesmos, como podemos querer conhecer ao outro? Isso acontece muito em relacionamentos mais íntimos, as vezes nos vemos tão “misturados” aos nossos parceiros, pais e irmãos que achamos que sabemos tudo sobre a pessoa. A coisa não funciona assim, não é porque você sabe que ele adora macarrão, dorme abraçado no travesseiro e não gosta de tomar banho, que você sabe tudo sobre ele. Esses são apenas gostos e manias, se você quer chegar bem perto de saber como uma pessoa realmente é, a tire do sério, deixe-a com medo, teste seus limites... ou melhor, não faça nada disso, pois você pode acabar morta no fundo de um lago, ou simplesmente levar um tiro chegando no seu trabalho. Estou chegando a conclusão que um percentual imenso da população é totalmente louco, não quero perder a esperança no ser humano, mas não sei mais acreditar nas pessoas. A maior parte dos crimes que a gente vê na TV, são cometidos por conhecidos, amigos, parentes, namorados, maridos, pais, filhos... que mundo é esse? Eu não entendo crimes passionais, não cabe na minha cabeça, é muito confuso pensar que alguém que convive com você e diz que te ama um dia pode ter a idéia de te matar. Aí a gente vê as pessoas comentando os casos, dizendo: mas será que ela nunca percebeu que ele era violento? Na minha opinião, é bem difícil acreditar que a pessoa vai ter a coragem de te fazer mal, pelo menos não aquele que diz que te ama, imagina?!
A gente não pensa que as pessoas são capazes de fazer aquilo que a gente não é capaz. Na verdade não devemos subestimar ninguém, afinal, até você pode se surpreender vendo o que você realmente é capaz!

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